Com o cenário macroeconômico mais duro e a captação em queda, startups estão cortando gastos em uma parte central da operação de tecnologia — o armazenamento em nuvem — renegociando contratos com provedores como AWS e Google Cloud, segundo relatos de vários fundadores.
Boa parte dessas empresas reduziu o gasto com nuvem entre 20% e 30%, e algumas plataformas de e-commerce em fase de crescimento chegaram a cortar 50%, pressionadas a controlar a queima de caixa.
Isso levou os três maiores provedores de nuvem — Amazon Web Services (AWS), Google Cloud Platform e Microsoft Azure — a uma guerra de preços para atrair startups às suas plataformas na retração atual.
Nos últimos meses, várias startups foram procuradas por concorrentes da AWS com ofertas de preço menor, segundo fundadores que participaram dessas conversas.
Em alguns casos, fundadores usam propostas de Google Cloud e Microsoft Azure para renegociar desconto com a AWS, seu provedor principal.
Ecossistema de cibersegurança
Projeções do setor apontam que o ecossistema de cibersegurança vai demandar perto de um milhão de profissionais nos próximos anos. A procura por competências em segurança de nuvem deve crescer 115% no período, o equivalente a quase 20 mil vagas.
Um esforço amplo de requalificação da equipe atual é, para especialistas em pessoas, um dos caminhos para as operadoras se prepararem para o que vem.
Operadoras móveis devem ao menos dobrar o investimento em segurança de rede com a chegada do 5G, que tende a ampliar a superfície de vulnerabilidade — algo crítico sobretudo no ambiente corporativo.
Montar times de segurança robustos, porém, já vem se mostrando um desafio para as operadoras.
“Mesmo sem falar de 5G especificamente, hoje há pouquíssimo talento de segurança disponível no país. Precisamos trazer mais profissionais para o mercado.”
Uma grande operadora, por exemplo, vem preparando a equipe para o 5G com cursos de certificação como CCNA e CCNP, oferecidos gratuitamente conforme o nível de cada profissional.



Boa notícia!